Hoje escrevo para contar a experiência que tive com um desses teclados-tapetes. O negócio é bem prático: um teclado USB que pode ser enrolado, economizando espaço na hora de guardar. Eu comprei porque precisava treinar para uma prova de Editoração Eletrônica Musical - não é todo mundo que consegue mexer no Finale usando tecladinho de laptop. Eu, pelo menos, não consigo. Por isso senti necessidade de adquirir um tecladão desses, e escolhi um verde igual ao da foto.Pois bem, digitar num teclado flex foi mais difícil do que eu pensava. Cada tecla só tem, obviamente, um único ponto de sensibilidade, mesmo a barra de espaço e a backspace. Para diminuir a chance de erro, a barra de espaço é dividida em três teclas menores, e a backspace em duas. Mesmo assim, há uma chance de que você erre algumas coisas e tenha que voltar constantemente.
O fato é que - em um teclado comum nós dificilmente percebemos isso - independentemente da sua velocidade ao digitar, você não digita com a mesma força (ou leveza) em todos os dedos. O teclado flex é bastante insensível (talvez porque o meu seja novo?), e os shifts e acentos dados com os dedos anelar ou mindinho nunca saem de primeira. Além de manter o teclado à altura das mãos, evitando levantar ou encolher demais os punhos, é preciso um certo treino, da mesma maneira que um tecladista que usa um Casio CA-110 precisa praticar para se adaptar a um piano Essenfelder. Caso contrário, é tendinite na certa.
Eu só percebi isso na hora de dormir porque senti uma dor excruciante no braço direito na terça-feira. Mas pelo menos fiz a prova ontem, e o resultado até que não foi ruim.
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